Hoje (6), a revista de quadrinhos belo-horizontina Graffiti irá lançar sua última edição após 17 anos de história. O número 23 da revista tem 98 páginas de 13 quadrinistas, maioria deles já colaboradores de longa data da revista, como Sílvia Amélia e Piero Bagnariol.
Para Fabiano Barroso, um dos editores da Graffiti, o fim da revista acontece em um momento bem mais propício aos quadrinhos do que quando ela foi lançada. “Porém, nós decidimos encerrar porque acreditamos que a Graffiti já cumpriu seu papel”, diz. Os responsáveis pela revista – Rafael Soares, Piero Bagnariol, Alexandra Martins e Pablo Pires Fernandes, além de Fabiano – pretendem agora partir para outros projetos. “Estamos desenvolvendo um novo projeto, mas ele não será majoritariamente sobre quadrinhos”, afirma Fabiano.
A Graffiti foi a primeira revista de quadrinhos a ter o apoio da lei municipal de incentivo à cultura – mas algumas edições foram custeadas pelos próprios responsáveis. Para eles, o acabamento gráfico apurado foi um dos motivos de sucesso da revista. “Isso ajudou a diferenciar nossa revista, mas ela ficou pouco viável. Sempre tivemos o desafio de conciliar o que era comercialmente viável com o que a gente queria”, comenta Fabiano.
A primeira edição da Graffiti foi lançada em dezembro 1995 e foram publicadas mais de 300 histórias em quadrinhos. Por ela já passaram mais de 100 autores e a revista ganhou sete prêmios HQ Mix. Ao todo, foram 1.868 páginas impressas e uma tiragem de 36.730 revistas, fora os cinco álbuns especiais da coleção 100% Quadrinhos. Além de dar espaço para artistas brasileiros, como Marcelo Lelis, Luciano Irrthum, Guga Schultze, Daniel Caballero, Bruno Azevedo, Odyr, Gilberto Abreu e Mozart Couto, a Graffiti contou com a participação de artistas da Argentina, Cuba, Bolívia, Inglaterra, Sérvia, Portugal ou Itália.
Serviço:
LANÇAMENTO EDICÃO 23 GRAFFITI 76% QUADRINHOS
Dia 6 de setembro de 2012, 21h
No CCCP, Rua Levindo Lopes, 358
R$ 15
Fonte: Na Savassi